 Castelo de Almourol Vila Nova da Barquinha, Praia do Ribatejo.
Castelo construído de raiz no séc. 12.
Proteção: Monumento Nacional.
Época de construção: Séc. 12.
Autores - ARQUITETOS: Baltazar de Castro (1938); João Seabra (1996); Raul Lino (1938). EMPREITEIROS: António Domingos Esteves (1940); H. Teixeira & Cª Ldª (1996); João Jacinto Tomé (1956); Joaquim Pereira Ramos (1935); Raul Marques da Graça (1938, 1958-1960). ENGENHEIRO: Joel Vaz Martins (1958); Manuel das Neves (1996). ENGENHEIRO ELETROTÉCNICO: Edmundo Martins (1938); Manuel Passos de Almeida (1985). FIRMA: Siemans (1938).
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 O Castelo e o Tejo Cronologia: 1169 - D. Afonso Henriques doa à Ordem do Templo os castelos de Cardiga e do Zêzere, a qual amplia o seu território até ao rio Tejo, e fica na posse de amplo domínio, com notável implantação estratégica, que lhes permite controlar boa porção do vale do Tejo e uma das estradas medievais mais frequentadas, a via que atravessava o Tejo em Punhete, hoje Constância, e se dirigia para Coimbra passando pela Ladeia; obtêm também o controle de caminhos que, acompanhando a margem norte do Tejo, se dirigiam de Leste para Santarém; (...)
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 Castelo de Almourol (...) 1171 - início da construção do castelo de Almourol, na fronteira sul dos novos domínios, no âmbito territorial do castelo de Zêzere, numa pequena ilha rochosa, conforme data inscrita sobre a porta principal do castelo, sendo mestre da Ordem D. Gualdim Pais; na obra reaproveita-se alguns materiais mais antigos, de um possível ponto fortificado ali existente; nos reinados seguintes, o castelo terá sido várias vezes restaurado; (...)
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 The Tagus and the Castle (...) 1201 - constituição da comenda de Almourol, da Ordem do Templo; 1312, 22 março - extinção da Ordem do Tempo, pela bula "Vox clamantis"; 02 maio - bula "Ad Provirem" concede aos soberanos a posse interina dos bens da Ordem do Templo, até o conselho decidir o que fazer com eles; (...)
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 Almourol Castle (...) 1319, 14 março - bula "Ad ea ex quibus" de João XXII institui a Ordem de Cavalaria de Jesus Cristo, ou a Ordem de Cristo, para quem passam todos os bens e pertenças da Ordem do Templo ("e outorgamos e doamos e ajuntamos e incorporamos e anexamos para todo o sempre, à dita Ordem de Jesus Cristo (...), Castelo Branco, Longroiva, Tomar, Almourol e todos os outros castelos, fortalezas e todos os outros bens, móveis e de raiz"); (...)
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 Castelo de Almourol (...) 1321, 11 junho - divisão em 38 comendas da Ordem de Cristo dos antigos bens pertencentes aos Templários, referindo-se na região a instituição da comenda de Almourol e a da Cardiga, tendo cada uma de pagar anualmente 250 libras de renda ou tença ao Convento do Tomar; 1326, 16 agosto - D. Afonso IV aprova as novas Ordenações das Comendas da Ordem de Cristo, então reduzidas para 36, e onde se estipula que as comendas de Almourol e da Cardiga passem a pagar 100 libras de tenças ao comendador de Idanha-a-Velha; (...)
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 Castelo de Almourol (...) séc. 14, último terço - só nesta época se encontra efetivamente dividida a comenda de Almourol e da Cardiga, com comendadores diferentes; 1385 - após a ocorrência de fogo no castelo, Martim Gonçalves, cavaleiro comendador de Almourol, escreve a D. João I a informar o acontecido, desconhecendo-se quais as obras efetuadas na sua sequência; (...)
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 Castelo de Almourol (...) 1424 - D. João I doa o pego de Almourol à Ordem de Cristo, que incluía o direito de apenas ali se poder pescar com licença do alcaide do castelo, como paga dos importantes serviços prestados pelo castelo de Almourol na guerra contra Castela; 1429, 09 outubro - carta de D. João I a defender que ninguém pesque no pego de Almourol sem licença do alcaide do castelo; (...)
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 Almourol Castle (...) 1467, 13 dezembro - a requerimento de Frei Rui Velho, comendador do castelo, Fernão Gonçalves, bacharel em artes e clérigo de missa, levanta um altar na capela com invocação de Santa Maria de Almourol, que o comendador fizera sobre a porta do castelo, dizendo missa na dita capela e altar; 1540, 12 março - o julgado de Paio de Pele, em cujo território se erguera o castelo do Zêzere, passa a pertencer à comenda de Almourol, "com todas as suas rendas e foros", em troca de parcelas "místicas" que esta comenda possuía no Campo da Cardiga; (...)
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 Castelo de Almourol (...) 1551 - frei António de Lisboa pede que as terras da comenda de Almourol fossem anexadas "in perpetuum" aos bens da Mesa Mestral, como compensação económica dos prejuízos causados pela cheia de 1550, o que não ocorre; 1597 - Frei Bernardo de Brito descreve "(...) o dito castelo de Almourol fundado em arrecife metido pelas aguas do Tejo, que com suas correntes o cerca, e faz ilha, para onde vão em barcos, e no verão é uma as alegres habitações que há, servindo-lhe a fresca corrente do rio e a multidão de embarcações, que o navegam ordinariamente de alegre passatempo (...)"; (...)
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 Castelo de Almourol (...) 1755, 01 novembro - o castelo sofre vários dados com o terramoto; 1756, 18 fevereiro - segundo o pároco António José da Assunção, da freguesia de Paio Pele, em frente do convento do Loreto, no meio do rio, situa-se o castelo, "... que antigamente foi grande fortaleza e habitação dos comendadores de Almourol, porém já está haverá cem anos desabitado, e arruinado por muitas partes; e com o impulso do terramoto lhe caiu da parte sul um bocado de parede que teria duas braças; e além das ruinas antigas não se lhe conhecem mais que esta"; (...)
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 Castelo de Almourol (...) 16 agosto - no auto da posse do castelo refere-se que o mesmo "(...) tem nove torres ou guaritas ainda em pé e huma grande no meyo e duas arruinadas e cahídas e não tem portas e fora das torres tem algumas paredes aruinadas e (...) arcal comprido que faz huma porta para a banda de Tancos que fica para o sul e tem alguns choupos pequenos (...)"; (...)
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 Castelo de Almourol (...) 1837 - extinção da Ordem de Cristo a quem pertence o castelo; 1843 - descrição do castelo pelo conde de Melo, o qual refere quatro torres, para além da de menagem, e publicação de uma gravura do mesmo; 1853, verão - descrição do castelo por Alexandre Herculano *3; séc. 19, 2.ª metade - Ministério das Obras Públicas e Escola de Engenharia manda cortar muita pedra no braço direito do afloramento granítico da ilha, para facilitar a navegação; (...)
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 Castelo de Almourol (...) 1868 - fotografia da autoria de Henrique de Munes documenta o castelo com a torre de menagem, dois cubelos e alguns panos de muralha ameados, mas o restante sem remate; Pinho Leal refere que, na cerca do poente, os vestígios de muralha existente, banhada pelo rio, devem ser restos de uma barbacã, arruinada e destruída pelas cheias; (...)
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 Castelo de Almourol (...) 1887 - 1888 - durante as obras realizadas, encontram-se moedas romanas, diversas moedas da primeira, segunda e quarta dinastia e moedas de prata; 1894 - construção da estrada militar de acesso ao Tejo e ao castelo; 1898, 30 junho - Despacho do Secretário de Estado dos Negócios das Obras Públicas, Comércio e Indústria, cedendo o castelo e a ilha ao Ministério da Guerra e nomeando para Comandante da Escola Prática de Engenharia o coronel José Emílio de Santa Ana da Cunha Castelo Branco; a concessão caducaria desde que o castelo e ilhota deixem de ser utilizados para o serviço da Escola Prática de Engenharia; (...)
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 O Castelo de Almourol (...) 15 julho - auto de cedência do castelo, a cargo da Primeira Circunscrição Hidráulica, representada por Álvaro da Silva Simões, engenheiro chefe da quarta secção, Francisco José Gomes, condutor chefe de trabalhos, servindo de secretário, Manuel Inácio Augusto Cardoso, apontador mestre de valas, ao Ministério da Guerra e à Escola Prática de Engenharia, sendo esta representada por José Emílio de Santa Ana da Cunha Castelo Branco, coronel de engenharia, comandante da Escola Prática de Engenharia, segundo comandante da mesma escola, e o alferes José Faria Lapa, aspirante da Administração militar. (...)
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 O Castelo de Almourol (...) 1920 - 1930 - imagem fotográfica da Coleção Alvão documenta a janela do pano de muralha sul do primeiro recinto fortificado ainda com mainel, a qual desaparece pouco depois; 1930, 10 setembro - a Escola Prática de Engenharia informa a DGEMN da urgência na realização de algumas obras de consolidação e limpeza geral; (...)
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 O Castelo de Almourol (...) 1938 - o Grémio dos Açores, aquando do primeiro Congresso Açoreano, realizado em Lisboa, em abril, solicita permissão para colocar no castelo uma placa de mármore em memória de Frei Gonçalo Velho, por aquele comendador de Almourol dali ter partido no séc. 15, antes de descobrir os Açores; abril - o arquiteto Baltazar de Castro autoriza a colocação da placa; 04 junho - despacho do Ministro das Obras Públicas, Eng. Duarte Pacheco, a solicitar as medidas indispensáveis e urgentes para a realização do jantar oferecido pelo Presidente do Conselho ao Corpo Diplomático; (...)
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 O Castelo de Almourol (...) 1940, junho - realização de cerimónias em coincidência horária com a festa da Fundação, em Guimarães; 1940 - 1950 - adaptação do conjunto a Residência Oficial da República Portuguesa; 1950, 11 outubro - carta do presidente da Câmara de Vila Nova de Barquinha, Luís de Magalhães, à DGEMN, alertando para o facto da vegetação da ilha quase ter desaparecido, havendo necessidade de a repor; no discurso inaugural da Pousada de Óbidos, o Diretor-Geral Henrique Gomes da Silva manifesta a intensão de também construir uma pousada no castelo de Almourol, o que nunca teve seguimento, dadas as grandes alterações que isso provocaria no imóvel; (...)
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 O Castelo de Almourol (...) 1955 - aquisição de mobiliário para o imóvel pela Comissão para a Aquisição de Mobiliário; 1964 - nova solicitação da Câmara à DGEMN para adaptação do castelo a pousada, o que não teve continuidade; 1989, agosto - deflagra na Praia do Ribatejo, na margem direita do Tejo e na proximidade do castelo, um incêndio que destrói a área verde; (...)
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 O Castelo de Almourol (...) 1991 - a Escola Prática de Engenharia alerta a Câmara Municipal sobre a necessidade urgente de obras nas muralhas do castelo; 2004 - desagregação de algumas muralhas, devido a infiltrações de águas pluviais; 2006, junho - inauguração de dois novos cais para embarcações turísticas, um na margem direita do rio Tejo e o outro na zona sul da ilha; (...)
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 Almourol Castle (...) 2008, 11 agosto - proposta da DRCLVTejo de fixação de uma Zona Especial de Proteção; 2009, 03 março - parecer concordante do Conselho Consultivo do IGESPAR; 2013, setembro - encerramento do castelo para realização de obras de beneficiação; 2014, julho - reabertura do castelo ao público, após oito meses de obras.
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 Almourol Castle |
 Castelo de Almourol |
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 Miradouro de Almourol |
 "O Guerreiro" de João Cutileiro |
 O Miradouro do Castelo de Almourol |
 "The Warrior" |
 Almourol Belvedere |